quinta-feira, 14 de abril de 2011

Realidade.


Em meio a tantas vozes minha cabeça pulsa e arde, meu coração agoniado quer parar a cada erro que escorrem dos meus olhos, mas eu não consigo parar há algo dentro de mim além de minha alma que parece estar dormindo tranquila.
Cada vez que saio do meu inferno particular lotado de roupas sujas de estranhos sinto nojo do afeto, dos sorrisos, como podem estar felizes em um mundo sujo como esse?
Sinto os olhares e o ar de repugnância sobre mim a cada passo que eu dou. Eu dou medo não é? eu sei que sim, sou igual ao mundo que você está pisando agora, e olha que estou indo apenas comprar cigarro.
Volto para minha 'casa' e sentado no meu sofá lá está mais um velho punheiteiro, peludo e ranhento me olhando como o objeto que sou, finjo um sorriso, finjo leveza e graça, finjo não sentir nojo. Seguro sua mão e levo para o único cômodo limpo da casa o 'quarto de visitas' jogo-o na cama e danço para faze-lo babar.
O trabalho está feito, olho para o dinheiro em cima da cama acendo um cigarro, tiro a roupa e vou trabalhar.
A noite as pessoas me olham com mais desdém, com ar de superioridade, como odeio isso. Lá esta meu próximo cliente parado, não sei por que mas gostei desse sujeito, não parece tão sujo quanto os outros e tem uma alma obscura. "Olá boneca" ele disse ao puxar meus cabelos, gosto dessa imponência. Levei para o melhor quarto da 'casa', fui devagar, sentindo cada toque que eu dava em sua pele fria, meu sangue corria rápido eu estava adorando ter clientes como ele, até começar a gritar e me chamar de vadia como os outros, ele tirou uma faca e começou a desenhar meu corpo,minha pele ficou arrepiada e vermelha, senti a primeira gota de sengue escorrer dos meus seios e a lingua gelada. Como um animal com raiva roubei a faca de suas mãos e finquei em sua virilha, ele me olhou com medo e quando abriu a boca para gritar fiz um corte profundo em sua garganta, deixei ele sangrando em cima da cama lotada de esperma. Agora sim o trabalho está feito.

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