domingo, 3 de abril de 2011

Quem sou.


Ela tem uma aparência tão meiga na sua face redonda, um brilho no olhar inocente, um jeito meio menino de andar no seu salto 15. Tem o seu cabelo loiro liso tão falso quanto a sua meiguice que se transforma em grosseria por causa do seu pavio curto, muito curto. Vive vermelha, mas tem uma cara de pau que não esconde de ninguém, faz o quer quer na hora e do jeito que quiser. Tem uma mania chata por limpeza e adora fazer bagunça, faz mil caras e bocas, até quando dorme. É movida por amor e não liga de se entregar e viver intensamente cada segundo, não tem medo de chorar pois é assim que ela lava a alma do sangue deixado pelo último que partiu seu coração.
Parece que esta sempre querendo chamar a atenção com a sua voz alta e sua risada estranha, no fundo talvez seja isso mesmo, pois lá ela ainda é uma criança esperando o seu pai voltar, a sua mãe sorrir, e seu irmão tirar a armadura que um dia ele colocou dizendo a ela ser brincadeira.


Há muito mais de mim espalhado pelas estradas sujas que andei, mas precisaria voltar lá para contar a vocês, e de passado eu não vivo, tenho meus medos fúteis mas tenho pavor de passado.
Sou contadora de histórias, preciso ser livre e viver.

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