
Ela tem uma aparência tão meiga na sua face redonda, um brilho no olhar inocente, um jeito meio menino de andar no seu salto 15. Tem o seu cabelo loiro liso tão falso quanto a sua meiguice que se transforma em grosseria por causa do seu pavio curto, muito curto. Vive vermelha, mas tem uma cara de pau que não esconde de ninguém, faz o quer quer na hora e do jeito que quiser. Tem uma mania chata por limpeza e adora fazer bagunça, faz mil caras e bocas, até quando dorme. É movida por amor e não liga de se entregar e viver intensamente cada segundo, não tem medo de chorar pois é assim que ela lava a alma do sangue deixado pelo último que partiu seu coração.
Parece que esta sempre querendo chamar a atenção com a sua voz alta e sua risada estranha, no fundo talvez seja isso mesmo, pois lá ela ainda é uma criança esperando o seu pai voltar, a sua mãe sorrir, e seu irmão tirar a armadura que um dia ele colocou dizendo a ela ser brincadeira.
Há muito mais de mim espalhado pelas estradas sujas que andei, mas precisaria voltar lá para contar a vocês, e de passado eu não vivo, tenho meus medos fúteis mas tenho pavor de passado.
Sou contadora de histórias, preciso ser livre e viver.
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