quarta-feira, 27 de abril de 2011

"Alguém pra conhecer, pra dar as mãos e querer um mundo junto."


Ele se foi, eu achei que o amor havia ido com ele... corri sangrando por aqueles trilhos escuros, estreitos que pareciam não ter fim, eu cai sangrando e lá fiquei esperando que ele voltasse, ele voltou... escorregou no meu sangue e seguiu.
Meu sangue é raro e caro de mais para ficar derramado naquela rua imunda, cheia de pessoas imundas e as garrafas de cerveja e bitucas de cigarro que ele deixou.
Em uma manhã de sol me levantei e fui com o meu melhor sorriso para o primeiro lugar que me levassem.
Estava na estação do anhanbagaú. Por que me levaram para lá? não podíamos nos encontrar em outro lugar? é o anhangabaú era o nosso ponto de encontro.
Desci correndo as escadas do Term. Bandeira, desviei dos vendedores de suflair derretido, tirei meu sorriso do bolso e no mesmo instante que o coloquei na cara vi um sujeito com uma das pernas encostadas na parede do metrô, com uma regata branca e um sorriso tão bobo que me fez virar o pescoço para continuar a olhar, encontrei meus amigos no metrô, estavamos prontos para ir quando ele se junta a nós, irônico não?

O fim desse dia eu não preciso contar, mas foi a partir dai que eu fui descobrindo aos poucos que o amor estava aqui ainda, que eu poderia sentir muito mais além do que eu achei ser possível.
E foi sim esse menino da regata branca com uma risada escandalosa, com um jeitinho fofo de cuidar que me mostrou de novo o amor, que me fez crescer e olhar para o mundo de outra forma, que me faz sorrir todas as horas do dia mesmo quando me liga para ficarmos em silêncio, que me olha de um jeito que me envergonha, e acaricia o meu rosto e me faz ficar arrepiada, que canta alto enquanto dirige, que me conta histórias e me faz dormir, e amar, e sentir, e querer.

"Não foi tudo errado, de tanto correr sem rumo me encontrei perdido com você." - Nene Altro e o Mal de Caim

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