segunda-feira, 4 de julho de 2011

Um coração quase vazio.


Eu sempre volto para lá, lembrança maldita...
O lugar, ah! aquele lugar... era tão perfeito que fedia, tola como sempre me deixei levar por um sorriso, um abraço, e restos de molho de tomate no chão da cozinha velha.
Minha maquiagem borrada meu cabelo sujo não tinham importância enquanto eu me olhava naquele espelho pequeno cheio de mofo.
As tábuas rangiam conforme meu andar descompensado, elas me avisavam "é hora de sair ". Eu parti, você me mandou ir e eu obedeci como sempre, como o leão caçando o medo.
Andando pelos trilhos enquanto voltava para casa via as gotas de sangue escorrerem pelas poças de água suja, não havia vida, não havia beleza, nem razão nem vontade desde que você se foi pelo desconhecido.


Você me fez sangrar, me fez ver como é ter um coração vazio. Eu encontrei uma maneira de me curar, e é isso que me mantém viva que me deu mais uma vez motivos para fazê-lo pulsar. Não posso sangrar outra vez eu morreria, quero estar aqui para sempre.

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