
As lágrimas escorrem, a alma arde... Sou de verdade não sei fingir, não sei mudar, mas não sou de ferro para aguentar meus nervos estourando querendo gritar pra fora da minha pele enquanto finjo que está tudo bem e faço sangrar quem mais amo no mundo.
Língua solta, suja e descontrolada... se controla porque se arrepender agora não vai mudar oque já disse as vezes da boca para fora, outras de dentro do coração.
Só quero o meu lugar ao sol sem ter que me preocupar se vou me queimar, olhar para fora da janela e preferir estar dentro, sou grata eternamente grata a ela, por ter me dado você, uma casa...
minha casa, não meu... Lar é aquele onde as coisas são do nosso jeitinho, tem a nossa energia, aquele que faz todos ficarem juntos, até o velho rastafári estacionaria sua bicicleta na porta e tiraria a mochila das costas.
Enquanto a terra gira as coisas vão pairando até caírem em seus exatos lugares, e enquanto isso prometo acalmar meus nervos e aceitar minha vida como ela é. Então enxugue essas lágrimas e tira o sorriso guardado no bolso e coloca na sua face serena e severa para eu poder sorrir junto.
Me desculpa, odeio te magoar.... mas é que as vezes as coisas saem do controle e eu não sei o que fazer e penso em fugir, mas no fundo eu sei que esse é o meu lagar e eu sei o valor que ele tem... é só que as vezes é tão bom viver a outra realidade, tem pedaços meus lá também e eu sinto falta de estar junto. Lá eu também me sinto em casa, adoro compartilhar aqueles sorrisos despreocupados, mas isso não quer dizer que aqui eu não compartilho minha felicidade, é aqui que eu a deposito.
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