segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Descer.


E mais uma noite desci aquela rua que é tão aconchegante para mim fixada na sua face e nas coisas lindas que você já me disse um dia,fixada nos nossos problemas e nas besteiras que já fiz e falei para você,nos gritos desesperados de socorro que soltei esperando que você viesse,esperando... o que eu sempre fiz e faço por você.
Nesta noite estava fazendo o que sempre faço e te esperando,em vão... fixada em qualquer coisa que pudesse me fazer sentir um pouco da sua pesença um pouco de nós,continuei descendo e descendo,ouvia as buzinas,o chamar do meu nome,senti a dor do retrovisor de um carro tão preto como o seu interior batendo em mim na mesma velocidade com que você passou na minha vida,mas eu não podia responder a nada,apenas podia descer e descer até entrar no bar escuro,senti o cheiro da madeira entrando pelos meus pulmões,o gosto do álcool ardia minha garganta e parecia muito com o seu gosto,mesmo parada continuava a descer e afundava a mim e ao meu olhar no brilho das garrafas de destilados fortes e vagabundos, como você.

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