segunda-feira, 14 de março de 2011

De passagem.


A 16 anos ela vê vida passar, inconstante, desorganizada, só passando indo e voltando desde o dia em que percebeu a falta da existência de alguém em sua vida.
Vou voltar para 11 anos atrás e contar esta história do começo:
Eram 17h da rua uma pequena garota de cinco anos apoiada em uma enorme janela deixando o vento bater em seus cabelos loiros encaracolados rabiscando um pedaço de papel chamava a atenção, ela estava a espera de alguém tinha colocado o seu vestido favorito, seus sapatos com os pés trocados e com um sorriso esperava que ele chegasse. O ponteiro do relógio girava de vagar, não haviam mais papeis para ela rabiscar, sua força de vontade era grande mas o sono a venceu a final já eram 21h, ela dormiu ajoelhada no sofá 'olhando' para a janela o sorriso que naquela pequena face morava não estava tão radiante como no começo daquela tarde. Sua mãe tinha trabalhado o dia todo e quando chegou em casa se deparou com a mesma cena que vinha encontrando à algumas semanas. A mãe pegou a filha no colo, tirou os seus sapatos trocados e enquanto a levava para o quarto ela abriu os olhos e disse: "Ele ligou mamãe, dessa vez eu sei que ele vem" voltando assim a dormir encostada no ombro de sua mãe.
Os anos se passavam, a menina, os papeis e a mãe continuaram lá fazendo o seu papel, a pequena garota dos cabelos encaracolados cresceu, e com os seus próprios olhos enxergou da janela que ele nunca voltaria, e se voltasse não estaria lá por inteiro.

Ela, sou eu. Ele é o homem que me colocou no mundo, e amanhã é seu aniversário... Meus parabéns do fundo do meu coração, que onde quer que você esteja possa ser feliz, realizado, que você abra a sua mente e que como eu perceba o rumo que sua vida levou da sua própria janela sem se sentir injustiçado ou cobrado por ninguém, você escreveu a sua história como quis e hoje eu aceito e sou eternamente grata a você por ter me dado a oportunidade de estar aqui hoje.

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